SINTEGRAÇÃO I
No dia 6/10 a aula foi online a fim de realizar uma dinâmica de sintegração. Para isso, foi solicitado a leitura de 6 textos previamente enviados, para que fossem debatidos temas relacionados a eles em salas virtuais, estas que eram compostas por 10 alunos que tinham diferentes funções - debatedor, crítico e observador.
Na rodada I, fui selecionada como debatedora e nela, foi requisitado que discutíssemos a relação das lógicas finalística (destino/religião/previsibilidade), causalística (doutrina do progresso, desenvolvimentismo, positivismo, determinismo) e programática (abertura para o acaso, indeterminismo e incerteza) com as novas tecnologias e com as possibilidades de virtualização e potencialização). Nesse momento, muito foi discutido a respeito da indústria e a influência da doutrina do progresso sobre ela, mencionando como a promessa de novas tecnologias em tempo hábil e a utilização dos aparelhos de maneira imprevista pelos seus desenvolvedores resulta em uma necessidade de atualização e lançamento frenético de novos aparatos tecnológicos. Além disso, foi trazido a relação tecnologia-religião, uma vez que mídias são comumente usadas como forma de divulgação de doutrinas e igrejas, com a finalidade de atrair novas pessoas.
Na terceira rodada fui novamente debatedora, e o tema era "objeto como obstáculo para remoção de obstáculos pensando em como obstacularizar o mínimo possível". Nessa rodada, muitos caminhos foram tomados que não necessariamente eram relacionados a pergunta em si, entretanto, mencionamos a necessidade de uma inteligência ao projetar um objeto, tirando o foco de sua forma física e tornando-o o mais dialógico possível. Dessa forma, ao focar no propósito e não na forma, seria possível a construção de um objeto que fosse um obstáculo menor, fazendo com que ele fosse capaz de remover obstáculos, sem ser um grande estorvo para as pessoas que o rodeiam tornando-se outro obstáculo que necessita de um objeto para ser removido.
Na última rodada recebi o papel de crítica, e o tema debatido foi "discutir a passagem da representação (quase-objeto) para presentação (não objeto). Na parte final da dinâmica, discutimos como a sociedade é acostumada a significar tudo que está no seu campo de visão e como o não-objeto seria justamente a quebra de expectativa do enxergar um significado em tudo, uma vez que só assume seu sentido em contato com um ser-humano. A percepção de sentido deixa de ser em relação a visão de mundo e transfere-se para o objeto e a interação para com ele.
Infelizmente, não me recordo com clareza da segunda rodada da dinâmica em que fui observadora e, com isso, conclui que é mais fácil engajar-se com a discussão quando possuímos um papel que exige nosso posicionamento e com isso, o uso do senso crítico. Em geral, achei a experiência diferente do que estamos acostumados, entretanto, não foi tão desenvolta quanto poderia ter sido possível uma vez que, fora da zona de conforto, ocorreram momentos de silêncio no grupo e pouca participação. Apesar disso, extrai pontos positivos da dinâmica e acredito que, nas próximas, será possível ter um melhor aproveitamento da experiência.
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