VISITA AO CCBB - BRASILIDADE PÓS MODERNISMO
No início de setembro, visitei a exposição "Brasilidade pós modernismo" no Centro Cultural Banco do Brasil, que é uma celebração do centenário da semana de arte moderna. Representando o percurso traçado pelos artistas e pela arte contemporânea brasileira nesse último século.
A experiência foi íntima e marcante uma vez que as obras de artes abordavam questões de extrema importância como o gênero, a raça e a desigualdade. O trabalho de sobreposição de imagens que notei em algumas obras, como na arte de Anna Bella Geiser, e o trabalho de cores, como no trabalho de Beatriz Milhazes foram alguns dos que me atraíram mais e me levaram para um pesquisar e pensar mais aprofundado em seus significados, percebendo também que de alguma forma, elas trazes à tona o passado colonial brasileiro o qual tem suas consequências tão presentes na atualidade. Além disso, a obra de Arnaldo Antunes e sua conexão com a poesia, também me chamou uma atenção especial. Ela me fez rever de uma nova perspectiva e repensa sobre esse mesmo passado de exploração do nosso povo.
Essa exposição trouxe à tona questões do modernismo que haviam há muito sido esquecidas por mim e criou reflexões essenciais de uma história brasileira que jamais deve ser esquecida.
Por fim, gostaria de dedicar uma atenção especial à outra obra que se relaciona com a mesma temática supracitada e que me impactou da mesma maneira. A exposição "Faz escuro mas eu canto" no Palácio das Artes conta com a obra "Carta ao velho mundo" do artista Jaider Esbell que por meio de escritas em um livro de fotos e pinturas europeias, denuncia séculos de uma colonização devastadora nas américas.
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